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o sonho e a vida

O que sonhamos e o que realizamos são dois quase opostos complementares. O devaneio tem que dar espaço para aquilo o que pode efetivamente mudar minha vida devagarzinho.



Quando me expresso parece ser um ato expansivo, portanto grande, para fora. ao fazê-lo olho por entre minhas pequenezas, as fissuras esquecidas sob o obscuro da mente astuta. do mesmo modo, quando construo uma visão ampla para o futuro, percebo que a dúvida insiste principalmente no único instante mais próximo do meu controle: no hoje, no agora.

Como tomar nota, avaliar e viver no meio de tantos novos processos?

Escolher é fundamental, aos poucos percebo que existe um ganho de intimidade com as escolhas que não te trazem alegrias imediatas. vou ensaiando uma amizade com o que é difícil e maduro a se fazer. Aos poucos vejo que vão se dissolvendo as combinações; a princípio dói, depois arde, mas vai sempre amansando.


A escolha deixa de ser contrato para virar hábito. felicidade duradoura. você vai entregando o resultado, faz porque gosta. Mas é claro, a manutenção do equilíbrio de nossos desconfortos vai se tornando desgastante.




Dá preguiça de integrar coisas novas o tempo todo. Começar do zero, recomeçar qualquer que seja a coisa, reconhecer que pode ser melhorado. Olhar para algo que você não sabe muito bem como resolver e ainda está fazendo bem "daquele jeitinho".


Portanto, tenho investigado os projetos em nome do processo, não apenas pelo o que chegará lá no final.

Em todas esquinas da minha existência: na vida prática, espiritual, relacional, social enfim, na totalidade das coisas mas também "um por um".


Se te confundi mais um pouco, ótimo. Não pretendo chegar aqui e debruçar minhas verdades em cima das suas, quero mais é dar uma embaralhada nas coisas e sentir o vento gostoso soprar. Se esse vento aparecer por aí também, sinto que por hora meu projeto está completo.


Acho que ganhamos e aprendemos muito quando estamos embaralhadas, mas só se depois existir o momento de separar de novo, com o mesmo vigor, sem desapontamento antecipado.


Afinal o ciclo "reconhecer-acolher-transformar" nunca cessa.

Que tal acharmos uma nova função para essa energia que acopla com a pressa e também tratar de prover novos tratos aos nossos sentimentos pantonosos?


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