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mulheres por mulheres




Para quem ficou curioso, compartilho aqui minha experIência no último retiro que fiz. Diferente do que alguns perguntaram, não era uma retiro de yoga e meditação, mas sim um outro caminho espiritual que tenho traçado em complemento aos meus estudos provindos da Índia!

Tem algum tempo, passei a honrar mais o meu ser gemininano, que bebe um pouco de tantas fontes. Parei de sentir culpa por isso: sentir que eu era superficial e que nada me preenchia totalmente. A partir desse "sim" que disse a mim mesma, passei a olhar para o que me era apresentado com muito mais abertura e diálogo.


Acreditem, nessa pequena mudança comecei a receber coisas muito mais coerentes com meu campo energético. Assim colocando em palavras, parece pequeno, mas foi revelador demais poder me acolher em liberdade.


Para quem ficou curioso, compartilho aqui minha experIência no último retiro que fiz. Diferente do que alguns perguntaram, não era uma retiro de yoga e meditação, mas sim um outro caminho espiritual que tenho traçado em complemento aos meus estudos provindos da Índia!

Tem algum tempo, passei a honrar mais o meu ser gemininano, que bebe um pouco de tantas fontes. Parei de sentir culpa por isso: sentir que eu era superficial e que nada me preenchia totalmente. A partir desse "sim" que disse a mim mesma, passei a olhar para o que me era apresentado com muito mais abertura e diálogo. Acreditem, nessa pequena mudança comecei a receber coisas muito mais coerentes com meu campo energético. Assim colocando em palavras, parece pequeno, mas foi revelador demais poder me acolher em liberdade.



Aprendi a rezar novamente, e desta vez sem a culpa cristã, ufa que alívio senti! A líder do grupo rezou diante de nós muitas vezes e como nessa cultura não há livros, apenas oralidade, aprendemos a honrar e escutar bem o que é dito. Me lembro, seu primeiro rezo começava assim: "Aha (um saudação nativa), minha Mãe, aqui quem fala é Mama, sua filha e vim humildemente pedir a palavra perante a ti…". Sem que percebesse eu já estava aos prantos rememorando a verdade mais óbvia: somos todas filhas desta terra! No entanto, vemos um movimento nacional e global em direção ao projeto de extermínio do seio de nossa própria Mãe, seguimos na condição de manobra de massa das grandes coorporações a serviço do capital. Já estamos cansadas de saber que não há saída frente ao sistema terrível que operamos, mas aprendi nesses dias a escuta, a fé e a profunda conexão com a terra não é um continho de fadas bobo. E esse entendimento precisa de combustível para crescer. De novo repito, não deixemos que apenas as crianças creiam nisso, resgatemos a nossa criança e com essa energia reintegremos esse fragmento. Nossa Mãe pede que plantemos altares em nossos próprios corações e enfrentemos chuva, sol, vento, frio e calor para manter a chama acesa neste altar. Não se trata de um mobiliário bonito que colocamos fogo, água e umas imagens, falo aqui da sustentação de nós mesmas, da nossa própria relação conosco. Da qualidade do diálogo que tenho frente a mim e as crenças que desenharam quem sou. Estamos investigando isso ativamente?



Sustentar um altar no peito é ter a certeza que falamos em verdade e honramos nossa palavra, não importa o quão difícil seja. É uma prática de auto recolhimento e acolhimento, observando os diálogos que traçamos diariamente conosco e em quais drama estamos nos deixando enredar. Sustentar a si mesma é passar por raiva, tristezas, dissabores e ainda assim não perder a ternura, não perder a esperança que quem nos dá mão somos nós mesmas.

Saber que quando vem as conquistas não precisamos esbanjar para ninguém e nem esperar que os louros nos sejam dados. Colho eu mesma meus orgulhos e compartilho se assim me parecer natural, mas sem o menor objetivo que nos sintamos mais válidas pelo reconhecimento do outro mais de que o nosso próprio.

Claro, ninguém está só, todas nós temos nossas redes de apoio, seja através da família biológica ou daquela família selecionada a dedo, com as pessoas que vamos colecionando. No entanto, quando não estamos interessadas em receber nada de ninguém, tudo ganha um novo brilho, ao menos até onde tenho explorado. Passamos a desamarrar os nós por si mesmas e compartilhamos a jornada com irmãs que também estão em busca desse trabalho de auto escultura.


Nesses 10 dias aprendi que ainda me faltam muitos estudos de mim mesma para limpar as raivas e tristezas que contraí por ter sido tão silenciada quando criança e por carregar um ventre que por gerações foi subjulgado frente à sociedade, à esfera de autoridade familiar, ao poder aquisitivo. Quando dizemos "metakiaze" em nossos rezos, pedimos que se curem as relações - todas elas. Que feminino e masculino possam ser harmonizados e reconhecidos em igual comunhão, não importando qualquer que seja o gênero daquele que pede.

Pedimos enfim, que estejamos muito atentas às relações que estamos mantendo com nosso corpo-templo, não por estética ou por repressão em demasia. No lugar disso, que sejamos forte suficientes para nos fazer suaves, doces e ainda assim, mantermos a firmeza necessária para navegar os oceanos escuros que nos atravessam sem pedir licença.

Nessa tradição firmada no nosso altar do coração não há destino final, apenas há aquilo que pode fazer sentido e nos auxilia neste momento presente. Tudo é válido e nos ensina. Que possamos celebrar tudo aquilo que nos desnuda e desmonta. Todo o resto, entreguemos ao fogo sagrado para que seja transmutado.

Confiar para crescer, e ao crescer reaprender a confiar sempre mais.

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