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razões para acreditar...

"Razões para acreditar" intitula a pequena anedota que vivi nos últimos dias. Interessante é que em momentos que somos desafiados por forças maiores sempre percebo questionamentos similares.



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"Com qual energia posso transformar descrédito em esperança?", ou "como confiar que tudo se resolverá bem quando o ritmo do contra-vento é demasiado forte?"
As respostas parecem vir na vida prática, como em um laboratório simples que consiste apenas em viver o seu melhor hoje.

Estou numa fase de perder coisas, sabe? Não me considero apegada a coisas materiais, no lugar disso diria que sou sim muito cuidadosa. Tenho peças de roupas que contam 10 anos, objetos de família em casa e por aí em diante. Ou seja, gosto e valorizo esse controle sobre meus objetinhos e seu tempo de vida. Na última semana, por exemplo, quebrei 4 copos, todos despedaçados das maneiras mais esdrúxulas. Quebrei ou perdi outras coisas até que por fim perdi o meu amado e necessário celular.




Portanto, imaginem uma pessoa irritada. Todas as questões materiais e práticas que envolviam a recuperação dos dados e a compra de um novo aparelho. A descoberta que meus back-ups estavam desatualizados, aceitar que não veria fotos mais das viagens que fiz ano passado. Foi uma semana exaustiva, tive que travar acordos e desacordos sobre tudo que imaginava realizar e não tive tempo. Mas confesso aqui de coração, todos os dias pedi verdadeiramente em minhas preces:"-minha mãe querida [sim porque meu deus é mulher], seja como for seguirei atentas aos teus ensinamentos, peço que me dê energia para aceitar o que não posso mudar e integrar aquilo que me for possível, peço energia para realizar tudo com disposição, mesmo que seja chato e doloroso, confio em ti e nos caminhos que temos traçado juntas" e outros agradecimentos assim.



Ontem quando estava a caminho de comprar um novo celular e "resolver isso de uma vez por todas" recebemos uma ligação. Meu Iphone querido foi resgatado, por um ser de luz que nem mesmo tinha um Iphone ou conhecia quem tivesse para lhe emprestar um carregador. Portanto, com uma mínima carga que ele conseguiu em um Uber, telefonou para meu companheiro em uma ligação misteriosa, fatalmente finalizada pela falta de crédito de quem falava. Insistimos, retornando as ligações e voilá, final feliz.


Esse desfecho foi forte para mim por algumas razões: moramos no Brasil, aqui honestidade e hombridade são virtudes raríssimas, a gente nunca pensa que tem alguém bom do lado de lá (ainda mais se você tem 32 anos de escola Rio de Janeiro).


Reparei também no recorte que é uma pessoa (que achou o aparelho) não ter desejo de produtinhos Apple como um Iphone, e mais que isso, nem a vontade de vender por um trocado. E o que mais me alegrou: quando finalmente havia aceitado o destino das coisas, de alma inteira, o resultado veio a me surpreender.


Não estou aqui sendo reducionista e dizendo que tudo na vida pode ser resolvido a base do rezo, mas sim, vejo a fé como ingrediente fundamentalmente vital.

Como diria Iyengar, um antigo professor de yoga, fé e crença são coisas distintas. A crença é baseada em uma série de configurações como cultura, lugar social, gênero e tantos outros. Mas a fé, ah a fé... ela não é racional, nem passional. Ela é serena, única, individual, uma medicina sutil. Corre nas nossas veias como corria nas veias de nossos antepassados. Não tem lógica, só é impregnada de uma certeza enraizada em nós mesmos, no nosso profundo e soberano mestre Coração.


A fé está para todos, se assim desejarem servi-la. Me parece mesmo uma forma de diminuir o isolamento do mundo.

Uma vez integrados em vibração, dissolvem-se algumas barreiras como tempo e espaço.


Retornamos ao que é mais essencial em cada um de nós.

Desejo aqui que vocês tenham uma razão para acreditar hoje.

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